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Afinal, o que é mesmo CRASE? É a contração de duas vogais a em uma só. A crase é a fusão da preposição a com o artigo definido feminino a, resultando em um único à, com acento grave. Portanto, a (prep.) + a (artigo defin. fem.) = à. Donde se conclui que não haverá caso de crase diante de substantivo masculino (que pede o artigo definido masculino o, resultando em ao). Essa é uma das razões por que em "subir a bordo" não pode haver crase. A regra é simples, mas há muita exceções, que agora não cabe mostrar. Observe as seguintes frases: a) Fui à praia; b) Vou à Bahia. Em ambas o à é uma crase, o que significa dizer que a preposição a exigida pelo verbo ir (quem vai vai a algum lugar) e o artigo definido feminino a dos substantivos praia e Bahia (a praia é boa; a Bahia é bonita) dão origem a um único à, acrescido do acento grave.
Mais uma dica. Recife é um caso particular, que sempre exige o artigo definido masculino o, portanto: nós vamos ao Recife; vim do Recife. |
Como saber quando um "a" é CRASE? Duas regras simples.
1) Substitua o substantivo feminino após o a por um
substantivo masculino: fui ao cinema. Dessa forma, facilmente se percebe
que o verbo ir exige a preposição a e que o substantivo masculino cinema
exige o artigo definido o (ninguém diz "fui a cinema"). Voltando a nossa
primeira frase, concluímos que, se o verbo ir pede a preposição a e o
substantivo praia pede o artigo definido a, teremos a fusão das duas
vogais a, ou a ocorrência da crase: fui à praia.
2) Se a cidade escolhida para veraneio fosse a bela Belém do Pará, a frase seria esta: irei a Belém. Esse é um caso de crase ou não? A solução é simples. Faça a construção com o verbo vir: virei de Belém. Logo se vê que só é necessária a preposição de, sem artigo. Portanto, nossa frase fica assim: irei a Belém; sem crase. |
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